Vem de longe o interesse de Dan Ariely sobre roubos, trapaças e a desonestidade em geral. Do original Previsivelmente Racional (Campus, 2008), passando pelo correto Positivamente Irracional (Campus, 2010), até seu mais recente lançamento, A Mais Pura Verdade Sobre a Desonestidade (Campus, 2012), o autor sempre buscou entender melhor as forças ocultas que nos levam aos caminhos tortos.
Em seu primeiro livro, Ariely já publicara algumas descobertas interessantes sobre a desonestidade. Seus estudos demonstraram que, em condições experimentais, a possibilidade de ser pego em flagrante não reduz a predisposição ao roubo. Ele descobriu, ademais, que quanto mais distante do dinheiro vivo, mais o larápio rouba1.
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Um escândalo de armação de resultados nos Jogos Olímpicos de Londres 2012 levou à desqualificação de oito atletas do torneio feminino de badminton. As jogadoras - quatro da Coréia do Sul, duas da Indonésia e duas (campeãs mundiais) da China - perderam seus jogos propositadamente para pegar adversárias teoricamente mais fracas na etapa seguinte.
Caso semelhante ocorreu na Copa do Mundo de Futebol de 1982, quando Alemanha e Áustria ficaram tocando bola no meio de campo, cozinhando uma vitória alemã por 1 x 0 que classificava ambas as equipes para a fase seguinte, naquele que ficou conhecido como o jogo da vergonha (foto abaixo).
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Muitas vezes a forma como transmitimos uma mensagem têm um impacto ainda maior do que o próprio conteúdo. Framing é o termo técnico para a alteração de perspectivas de forma a tornar uma mensagem mais ou menos atraente e direcionar seu entendimento para o ângulo desejado.
Dizer que 15% da população é inadimplente ou que 85% das pessoas pagam suas dívidas em dia é a mesma coisa - mas ambas provocam reações distintas. Dependendo do efeito desejado, pode ser mais vantajoso escolher uma ou outra versão.
Quando estamos tentando completar uma tarefa que exige esforços concentrados de várias pessoas ou equipes, o que é melhor: ressaltar a parte já concluída ou mostrar o quanto ainda falta?
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