A armadilha da minoria

Mindset: The New Psychology of Success, de Carol S. Dweck, é uma excepcional obra a respeito de como nossas impressões sobre nós mesmos podem influenciar nossa performance. Não se trata da velha receita de autoajuda, tão batida quanto mentirosa, que diz que se você se valorizar e acreditar em si mesmo, conseguirá tudo o que quer. Dweck, renomada psicóloga e pesquisadora, vai muito além desta farsa.

Seu trabalho apoia-se na forma como avaliamos nossas capacidades e, consequentemente, nosso aprendizado e progresso. Para ela, há dois tipos de mentalidades (mindsets): a fixa e a de crescimento. Na fixa, as pessoas acreditam que talento é inato: ou você nasce com ele, ou não. Já para os que têm a mentalidade de crescimento, talento é o resultado de trabalho duro e pode crescer indefinidamente – desde que você se empenhe.

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Se você acha que errar é bom, precisa acertar mais

Muita gente gosta de dizer que errar é bom, que tem seu lado positivo e que é errando que se acerta. Quem pensa assim, está precisando acertar um pouco mais.

Errar não é bom e ninguém gosta. Ninguém prefere errar a acertar. Errar só tem o seu lado positivo se você conseguir aprender com o seu erro – e isso é bem diferente do erro propriamente dito, pois você também pode aprender acertando, ou até mesmo aprender antes de tentar. E não é errando que se acerta; é acertando que se acerta.

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Você contrata promessas ou realidades?

Você tem à sua frente dois candidatos à mesma vaga na sua empresa: um tem um grande potencial para se tornar um grande profissional; o outro já tem algumas importantes realizações em seu currículo. Qual dos dois você escolhe?

Segundo o professor Zakary Tormala, da Universidade de Princeton, são grandes as chances de você escolher a promessa em detrimento da realidade. No interessante Experts Are More Persuasive When They’re Less Certain, Tormala relata o experimento no qual simulou as descrições de dois atletas diferentes:

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Durma!

Em Outliers, Malcolm Gladwell explica a teoria das 10.000 horas de Anders Ericsson, segundo a qual a pessoa se torna fora-de-série naquilo que faz depois de praticar sua arte durante este longo período de tempo. O estudo de Ericsson baseou-se no perfil de violinistas, identificando os verdadeiramente diferenciados entre os que ensaiavam exaustivamente.

Mas uma faceta menos badalada entre os top performers era que eles dormiam mais do que os outros – entre 8,5 e 9,0 horas por noite, além de meia hora de sesta durante o dia. É fácil imaginar por que este detalhe raramente vem à tona quando se discute a genialidade: muitos associam horas extra de sono à preguiça e acham que quem dorme menos trabalha mais. Trata-se, mais uma vez, da velha confusão entre quantidade e qualidade.

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Momentos de Poder

Num pequeno teaser de seu vídeo The Power of Persuasion, o psicólogo americano Robert Cialdini, uma das maiores autoridades mundiais em Influência e Persuasão, propõe seis questões sobre o tema, como podemos ver abaixo (em inglês):

Num deles – o número quatro (0:42") – ele faz a seguinte pergunta:

– Se você tem um produto, serviço ou ideia que tem forças e fraquezas – e qual não tem? – quando você deve revelar as fraquezas; no início ou no final da apresentação?

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Liderando pelo exemplo

Muitas empresas já passaram por penosos processos de cortes de custos. Independentemente do tamanho ou nacionalidade da companhia, invariavelmente há os que ficam com a sensação de que injustiças são cometidas.

Nada pior do que um discurso de austeridade contrastando com instalações nababescas no último andar, onde isola-se o CEO da empresa, com seu privativo banheiro de mármore e escrivaninhas de mogno. Por isso, por mais duras que sejam as medidas e impopulares as ordens, os líderes devem ser os primeiros a mostrar, clara e inequivocamente, que apoiam as decisões – e obedecem-nas.

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Pequenas vitórias, grandes mensagens

Todos nós temos acompanhado os acontecimentos recentes no Rio de Janeiro, torcendo pela vitória da polícia contra os traficantes de drogas. A cidade vive um momento único em sua história, talvez na melhor chance até hoje de derrotar um problema endêmico.

Desde a semana passada, a ofensiva vem conseguido êxito em suas iniciativas acumulando, deste modo, pequenas porém significativas vitórias.

Como explica John Kotter, em The Heart of Change, essas vitórias de curto prazo "alimentam a fé no esforço de mudança, recompensam emocionalmente os que trabalham duro, mantêm os críticos longe e criam ímpeto1".

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Analogias e Anomalias

Apesar de as pesquisas científicas serem conduzidas com grande rigor e método, vez ou outra algo foge ao controle no laboratório e o resultado é um desastre – ou uma inovação revolucionária.

Na Indústria Farmacêutica os casos mais célebres são a penicilina e o Viagra, mas outras drogas – como o lítio, por exemplo – também foram descobertos acidentalmente, assim como tratamentos inovadores – como a eletroconvulsoterapia.

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Influência e Persuasão: Cursos e Treinamentos

Baseado mas mais recentes pesquisas sobre o comportamento humano, este curso aborda o tema através de estudos científicos que demonstraram a sua eficácia em situações cotidianas. Entenda como pequenas mudanças na forma e no conteúdo podem fazer grandes diferenças em suas mensagens.

Com exemplos práticos analisamos formas pouco ortodoxas – e até contraintuitivas – de atingir objetivos de forma ética e eficaz, apenas adaptando a comunicação de forma a torná-la mais objetiva e eficiente.

Próxima turma: 15/10/2014 | Clique aqui e Informe-se | Vagas Limitadas!

O absurdo paralisante

Dia desses o futebol americano universitário viu o que um quarterback criativo pode fazer. Na saída de bola ele simplesmente pegou a bola e saiu andando em direção ao gol, diante dos olhares atônitos dos adversários – e do seu próprio time – até disparar em direção ao touch down. Veja abaixo a inacreditável cena:

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