Se você acha que errar é bom, precisa acertar mais

Muita gente gosta de dizer que errar é bom, que tem seu lado positivo e que é errando que se acerta. Quem pensa assim, está precisando acertar um pouco mais.

Errar não é bom e ninguém gosta. Ninguém prefere errar a acertar. Errar só tem o seu lado positivo se você conseguir aprender com o seu erro – e isso é bem diferente do erro propriamente dito, pois você também pode aprender acertando, ou até mesmo aprender antes de tentar. E não é errando que se acerta; é acertando que se acerta.

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Você contrata promessas ou realidades?

Você tem à sua frente dois candidatos à mesma vaga na sua empresa: um tem um grande potencial para se tornar um grande profissional; o outro já tem algumas importantes realizações em seu currículo. Qual dos dois você escolhe?

Segundo o professor Zakary Tormala, da Universidade de Princeton, são grandes as chances de você escolher a promessa em detrimento da realidade. No interessante Experts Are More Persuasive When They’re Less Certain, Tormala relata o experimento no qual simulou as descrições de dois atletas diferentes:

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Durma!

Em Outliers, Malcolm Gladwell explica a teoria das 10.000 horas de Anders Ericsson, segundo a qual a pessoa se torna fora-de-série naquilo que faz depois de praticar sua arte durante este longo período de tempo. O estudo de Ericsson baseou-se no perfil de violinistas, identificando os verdadeiramente diferenciados entre os que ensaiavam exaustivamente.

Mas uma faceta menos badalada entre os top performers era que eles dormiam mais do que os outros – entre 8,5 e 9,0 horas por noite, além de meia hora de sesta durante o dia. É fácil imaginar por que este detalhe raramente vem à tona quando se discute a genialidade: muitos associam horas extra de sono à preguiça e acham que quem dorme menos trabalha mais. Trata-se, mais uma vez, da velha confusão entre quantidade e qualidade.

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Analogias e Anomalias

Apesar de as pesquisas científicas serem conduzidas com grande rigor e método, vez ou outra algo foge ao controle no laboratório e o resultado é um desastre – ou uma inovação revolucionária.

Na Indústria Farmacêutica os casos mais célebres são a penicilina e o Viagra, mas outras drogas – como o lítio, por exemplo – também foram descobertos acidentalmente, assim como tratamentos inovadores – como a eletroconvulsoterapia.

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